Depois de algum tempo sem escrever aqui, vou relatar a experiência que
tive pela Europa. A primeira que gostaria de compartilhar foi a experiência de
dirigir na Alemanha. Sem dúvida, quando você vai para a Alemanha, uma das
grandes atrações é poder alugar um belo carro e seguir pelas pistas de lá.
Alugando o carro
Eu aluguei o carro pela Sixt (www.sixt.com.br), e
usei como critérios o fato de ser uma das maiores locadoras da Alemanha, preço
da locação e o fato de já ter usado os serviços da Sixt por duas vezes nos
Estados Unidos. Dentro do meu roteiro, havia decidido que ficaria com o carro
por 3 dias, e com base nisso, escolhi um sedã premium – visto que a diferença
de valor para um carro mais simples para 3 dias seria bem pequena.
Roteiro
O roteiro basicamente consistiu em retirar o carro em
Frankfurt e seguir até Stuttgart, com uma pequena parada no circuito de Hockenheim.
No segundo dia ficaria em Stuttgart e por fim, seguiria de Stuttgart até
Munique, onde devolveria o carro.
Retirada do
carro
Quando fiz a reserva, optei pelo pagamento pré-pago,
sendo assim, foi tudo muito rápido. A atendente me ofereceu basicamente 2
opções: Audi A6 ou Mercedes classe E. Dúvida cruel! Muito fã de Mercedes, e
como nunca havia dirigido uma, a mesma seria automática (minha reserva era para
um carro manual), e o carro era diesel.... acabou facilitando a decisão. Se
houver a opção pelo diesel, faça. Você não irá se arrepender!
Autobahn
Numa tradução literal, Autobahn significa rodovia – e que
rodovias eles tem por lá. No trecho no qual eu dirigi, encontrei diversos tipos
de estrada, desde pista simples, até estradas com 4 faixas. A sinalização de
trânsito possui algumas placas um pouco diferentes, mas no fim, são intuitivas
e não tive nenhum problema com isso.
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| Autobahn - trecho com apenas 2 pistas |
| Autobahn - próximo a Sttutgart |
A velocidade máxima nas estrada depende muito do
trecho no qual a mesma se encontra. Quando a estrada passa próxima de uma área
urbana a velocidade fica entre 60 e 80 km/h. E depois disso? Aí começa a “brincadeira”.
Existem os trechos nos quais não existe velocidade máxima definida. Neste
momento, há uma placa branca com limite anterior de velocidade cortado por uma
faixa preta. A partir deste ponto significa que você pode acelerar o quanto
quiser.... Mas nem sempre isso é possível. Nos horários de pico, existe muito
trânsito, e a velocidade pode ficar limitada aos 40 km/h, pois muitas pessoas
moram na região metropolitana das principais cidades, e no início do dia se
dirigem para as mesmas e ao final do dia fazem o trajeto contrário.
Cheguei a pegar alguns poucos quilômetros de congestionamento, mas que não atrapalharam a viagem. Inclusive nesse momento pude testar uma das funcionalidades do carro. Em um dos momentos, acabei por freiar quando já estava bem próximo do carro a frente, mas como o carro possui sensor de distância e frenagem automática, ele decidiu que deveria tomar o controle e parar o carro sozinho.
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| Autobahn - na pista da esquerda pode-se observar o transito intenso |
Cheguei a pegar alguns poucos quilômetros de congestionamento, mas que não atrapalharam a viagem. Inclusive nesse momento pude testar uma das funcionalidades do carro. Em um dos momentos, acabei por freiar quando já estava bem próximo do carro a frente, mas como o carro possui sensor de distância e frenagem automática, ele decidiu que deveria tomar o controle e parar o carro sozinho.
Nos pontos em que o trânsito está fluindo, os carros andam em uma média
de 150 km/h. Nesse momento é muito importante que você não fique dando bobeira
na faixa da esquerda – ela é realmente para os carros que estão muito rápido.
Todos respeitam isso, e quando você está rápido os carros saem da sua frente, não
é necessário pedir passagem.
Eu cheguei a andar a 230 km/h (foi o que o carro
permitiu) – nos trechos nos quais havia pouco trânsito e podia acelerar sem
riscos e mesmo nesta velocidade, precisei liberar a faixa da esquerda, quando
um Porsche passou por mim andando a 300 Km/h. Uma coisa muito importante: não
existe a preocupação de que haverá um buraco na pista. Sem dúvida, foi uma
experiência muito bacana, mas que deve ser feita com prudência e cuidado.Incluí abaixo um dos vídeo que fiz:
Devolvendo o
carro
Após 3 dias muito prazerosos a bordo da Mercedes,
chegou a hora de devolver. Na modalidade de aluguel que eu escolhi, seria
necessário reabastecer o carro. Sendo assim, procurei um posto bem próximo ao
ponto de devolução e encostei o carro em uma bomba livre.
Assim como nos Estados Unidos, na Alemanha você mesmo
abastece o carro. Em cada bomba existem 5 tipo de combustível: 3 tipos de
gasolina e 2 tipos de diesel – onde a diferença entre eles é a octanagem. No
meu caso, o carro era diesel e optei por usar o diesel comum ao invés do
aditivado – até por causa do preço. Para a gasolina vale o mesmo, normal,
aditivada e premium. Normalmente a opção do combustível normal já é suficiente,
visto que possui qualidade superior ao nossos. Após abastecer, deve-se digir
até a loja de conveniência e informar o número da bomba para pagamento.
Eu não havia zerado o hodômetro, mas dirigi em torno
de 650 km, e precisei abastecer 31 litros. Fazendos as contas e comparando com
o computador de bordo, temos um consumo por volta de 20 km/l de diesel. Se o
carro fosse gasolina sem dúvida o consumo seria muito maior.
Carro abastecido, o único trabalho foi entregar a
chave na Sixt – nem vistoria no carro fizeram – simples assim.
Espero que o texto tenha sido proveitoso, e caso tenham perguntam, terei o maior prazer em responder!




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